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7 de Junho de 2020

Um lembrete no dia da Mulher

Violência doméstica mata cinco mulheres por hora diariamente em todo o mundo.

Anne Silva, Advogado
Publicado por Anne Silva
há 4 anos

A violência doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo, mostra a organização não governamental (ONG) Action Aid. A informação é resultado de análise do estudo global de crimes das Nações Unidas e indica um número estimado de 119 mulheres assassinadas diariamente por um parceiro ou parente.

Um lembrete no dia da Mulher

A ActionAid prevê que mais de 500 mil mulheres serão mortas por seus parceiros ou familiares até 2030. O documento faz um apelo a governos, doadores e à comunidade internacional para que se unam a fim de dar prioridade a ações que preservem os diretos das mulheres. O estudo considera dados levantados em 70 países e revela que, apesar de diversas campanhas pelo mundo, a violência ou a ameaça dela ainda é uma realidade diária para milhões de mulheres.

“A intenção do relatório é fazer um levantamento sobre as diversas formas de violência que a mulher sofre no mundo. Na África, por exemplo, temos países que até hoje têm práticas de mutilação genital. Aqui, na América Latina, o Brasil é o quinto país em violência contra as mulheres. Segundo dados do Instituto Avon, três em cada cinco mulheres já sofreram violência nos relacionamentos em nosso país”, informa a assistente do programa de direitos das mulheres da Action Aid Brasil, Jéssica Barbosa.

O relatório considera as diferenças regionais entre os países e, além disso, observa o universo de denúncias subnotificadas, de mulheres que sofrem assédio, estupro ou outros tipos de violência e têm vergonha de denunciar.

“A forma de contar é sempre muito difícil, existe uma cultura de silenciar a violência contra a mulher. É a cultura da naturalização, onde há um investimento social para naturalizar a violência contra a mulher com o que se ouve na música, nas novelas, na rua. Tudo isso é muito banalizado e a mulher se questiona: 'será que o que aconteceu comigo foi uma violência? Será que se eu denunciar vão acreditar em mim?”, diz Jéssica Barbosa.

No Brasil, a organização promove a campanha Cidade Segura para as Mulheres, que busca o compromisso do Poder Público com uma cidade justa e igualitária para todos os gêneros.

“Muitas mulheres não conseguem exercer seu direito de ir e vir. A cidade não foi pensada para as mulheres, os becos são muito estreitos e escuros no Brasil. É necessário que haja o empoderamento das mulheres para superar a situação de violência. Por mais que o Estado tenha a obrigação de garantir instrumentos, é preciso que a gente invista na autonomia dessas mulheres”, acrescenta Jéssica.

Fonte: EBC Agência Brasil

33 Comentários

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Ontem, na GloboNews, programa Milênio, assisti a um programa exatamente sobre a violência contra as mulheres no mundo. Com uma população mundial de 7 bilhões de pessoas, sendo 50% de mulheres, 3,5 bilhões aproximadamente, temos 1 em cada 3 mulheres que sofrem e já sofreram agressões físicas, morais e sexuais. Perto de 1 bilhão delas já foram vítimas dos mais variados tipos de violência.
O Lindão, informe-se um pouco mais sobre o tema antes de produzir um texto de tão má qualidade e mau gosto. continuar lendo

Dado também relevante e providencialmente esquecido diz respeito ao número de falsa denúncias de agressão. continuar lendo

Pode-se comprovar que as falsas denuncias de agressão, são na realidade mulheres que são coagidas a retira\r a queixa de medo de apanharem ainda mais , o que a proteção policial ineficiente também contribui. continuar lendo

Nem sempre minha cara Maria Aparecida. Fui aluno de uma delegada que é nacionalmente reconhecida pelo seu trabalho no combate à violência doméstica, durante o meu curso de formação na academia de polícia civil. Em sala de aula ela nos relatou inúmeros casos de mulheres que denunciaram falsamente maridos, namorados e até mesmo paqueras pelos mais variados (e injustificados) motivos. continuar lendo

Maria Aparecida Justo. Vejo sua intervenção com vergonha do ser humano. A mesma vergonha que tenho quando vejo homens agredindo mulheres. Como homem me proíbo de acobertar condutas indignas apenas porque partem de alguém do meu sexo. Isto não é decente, não é aceitável e mais que isto, em nada contribui para uma sociedade justa.

Dizer que não existem mulheres que praticam falsas denúncias é de uma vigarice ímpar. É defender uma causa espúria travestindo-a de coisa boa. Até os minerais sabem que é comum homens desatendidos em seus interesses pautarem-se pela agressão física e que mulheres na mesma situação (até por não terem força física) optam pelo achincalhe, pela degradação pública e pelo escorraçamento de seu ex-par por meio de falsas denúncias.

No mundo real, fora dos muros construídos pelas feminazis é infinitamente maior o número de falsas denúncias do que os de agressões reais e só debate isto quem tem dificuldade de conviver com a torpeza do seu próprio sexo.

Por um mundo em que os seres humanos defendam os seres humanos sem verificar antes o conteúdo de suas sais e calças. continuar lendo

Primeira pergunta: como se faz um estudo Global sobre a violência?
Segunda Pergunta: como se estima um número de mortes até 2030?
Terceira Pergunta: a violência só atinge as mulheres? continuar lendo

Há muito tempo duvido dessas estimativas e estatisticas, caro Marcio. A maioria das pesquisas comportamentais costuma ser inconclusivas e tendenciosas. Há denuncias de que várias fundações internacionais multimilionárias bancam, há decadas, certos estudos com fins nada altruístas....! continuar lendo

Esse Lindão ai está precisando tomar uma surra de uma lutadora de MMA e só sair do ringue em coma, com todo cuidado para não morrer e só ficar em coma por alguns meses. continuar lendo